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quinta-feira, 11 de abril de 2013

O Agreste de Pernambuco sofre cada vez mais com a falta de chuvas

Na zona rural de Belo Jardim, um dos açudes que oferecia água para a população está completamente seco
Foto: Dom Menezes/ Cortesia

Há meses, o cenário é o mesmo em várias cidades do Agreste de Pernambuco. As plantas estão secas e sem folhas, a terra está rachada, os açudes estão vazios e o verde não existe mais. O que tem ocasionado tudo isso, a falta de chuvas, já se tornou o assunto mais falado na região. É cada vez mais preocupante a situação dos mananciais. Muitos reservatórios já estão muito próximos do colapso e os poucos que apresentam uma boa vazão estão tendo que  abastecer ainda mais municípios.

É o que acontece com as barragens do Prata e Jucazinho, em Caruaru, que estão fornecendo água para ainda mais cidades da região. Segundo a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), atualmente a situação das duas barragens não seria motivo de preocupação caso abastecessem só Caruaru. De acordo com a Compesa, Jucazinho está com 53,71%  da capacidade total, ou seja, dos quase  327.054.336 metros cúbicos, o reservatório tem agora 175.660.605,09. Na barragem do Prata, a situação é parecida, o manancial está com apenas 14 milhões de metros cúbicos de água dos mais de 42 M³ , ou seja, está com 35% da capacidade. “ A situação é preocupante, os mananciais da região estão entrando em colapso e nós estamos tendo que tomar atitudes para não deixar as cidades completamente sem água. Agora mesmo estamos vendo que a barragem de Tabocas está cada vez mais seca, como consequência disso provavelmente Santa Cruz do Capibaribe será mais um município que terá que receber água dos reservatórios que estão em Caruaru ” explicou a gerente regional da Compesa, Niadja Rodrigues.

A tentativa da Compesa é fazer com que as localidades não fiquem sem abastecimento, mas em alguns casos isso tem se tornado bem difícil. Em São Caetano,  por exemplo, os moradores passam dois dias com água e até 40 sem. Em Belo Jardim,  existem locais em que a água chega durante três dias e falta durante 11, em outros chega por quatro dias e falta por 10 e tem bairros que têm água durante sete dias e ficam sem durante 10. A barragem do Bitury, que abastece Belo Jardim, está com apenas 13% da capacidade total, o que preocupa a população da cidade que já aprendeu como armazenar água. “ Eu já estou com várias garrafas pet vazias em meu quintal, porque quando a água chegar eu vou encher e guardar”, conta a dona de casa Maria Gorete.

E essa situação no Agreste pode piorar, é que a Agência Pernambucana de Águas e Climas informou que o défice de chuvas de 2012 deve continuar este ano. “ Vamos ter problemas com a quantidade de chuvas. Não temos previsão de chuvas fortes para os meses de abril, maio e junho, o que pode deixar os reservatórios de água ainda mais secos”, informou  Patrício Oliveira, gerente de meteorologia da APAC.
Para a Compesa, neste momento tão crítico a população precisa muito colaborar evitando o desperdício. Se não houver conscientização cada vez menos água chegará às casas do Agreste do Estado. “ A população precisa muito fazer o uso racional da água, a todo momento devemos evitar o desperdício” ressaltou Niadja Rodrigues.

Do NE10 Núcleo SJCC/Caruaru.

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