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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Barragem do Prata em Caruaru está cada vez mais próxima de um colapso




A preocupação com a falta de água tem sido muito grande em Caruaru, e no Agreste de Pernambuco. Protestos já foram realizados. A situação está bem difícil. A barragem do Prata está cada mais próxima de um colapso. 

A falta de água vem causando uma grande preocupação das autoridades e também da população do Agreste Setentrional  de Pernambuco. Prova disso foram os recentes protestos dos moradores do Loteamento Parque da Cidade aqui em Caruaru, que  bloquearam um trecho da BR-104 reivindicando solução imediata do grave problema na localidade. 

Também os moradores da cidade de Panelas, semana passada, se manifestaram da mesma forma, bloqueando um trecho da mesma BR. Inclusive, houve confronto com a Polícia na oportunidade.

Devido à rigorosa estiagem que vem assolando o Nordeste Brasileiro, bem como alguns trechos da região norte de Minas Gerais que faz parte do semiárido nordestino, a escassez de água vem se tornando um grande problema para os governantes da região; os reservatórios estão secando.


A Barragem do Jucazinho, em Surubim libera água para 17 municípios do Agreste pernambucano, e tem uma capacidade de 327 milhões de metros cúbicos de água. O nível de água armazenada nela atualmente é de 53%.



Já a Barragem do Prata, em Bonito, abastece Caruaru e mais outras quatro cidades: Agrestina, Altinho, Ibirajuba e Cachoeirinha. Tem uma capacidade de armazenamento de 42 milhões de metros cúbicos de água. O nível atual de água retida no reservatório, não chega nem a 35% do suportável. Dona Sebastiana, conhece bem o reservatório, mora a cem metros do local. Ela nunca viu a Barragem tão vazia e com muito pouco peixe no seu criatório.

Além de Caruaru, outros 20 municípios são abastecidos pelas Barragens do Prata e de Jucazinho – as duas principais do Agreste Setentrional. A maior parte dessas cidades sofre com a escassez de água desde o ano passado e se as próximas chuvas não forem suficientes para elevar o nível de água a situação passará a ser mais preocupante.

O Agrônomo do IPA Fábio César adverte que “tudo irá depender das chuvas que deverão cair no mês de abril em diante. E infelizmente, as previsões, não são animadoras. Está previsto, nos meses de abril, maio e junho, que as chuvas caiam abaixo da média histórica, em cerca de 40 a 50% a menos, aqui na nossa região”, concluiu.



A Gerente Regional da Compesa, a Engenheira Niadja Menezes, acredita “que sempre existe a esperança que haja um cenário de chuvas que mude a previsão dos técnicos do Serviço de Meteorologia, o que evidentemente causaria uma acumulação maior, nesses dois mananciais: Prata e Jucazinho. Nós, temos vários outros mananciais que já estão em colapso total. Tem localidades, que na verdade, já estão numa situação bastante crítica e por isso a  Compesa, já está com uma programação pronta, caso continue esse cenário, a gente possa ter intermitência ou seja, interrupção momentânea do fornecimento de água nas principais cidades, aqui do Agreste Setentrional”, finalizou.

O Agrônomo Fábio César do IPA e a Gerente Regional da Compesa, Niadja Menezes explicam a atual perspectiva de chuvas nos próximos dias para a região...


Com informações da TV Jornal Caruaru.

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