Profissionais estariam trabalhando sem segurança adequada, diz sindicato.
Conselho recebeu a solicitação e informou o prazo para fiscalizar a unidade.
A interdição da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) estadual em Caruaru,
no Agreste, foi solicitada pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco
(Simepe) ao Conselho Regional de Medicina (Cremepe). O pedido partiu dos
profissionais, que estariam sem proteção pessoal e patrimonial.
Delegado regional do conselho, o médico Jamerson Lima informou que
recebeu o documento e que a equipe de fiscalização deve comparecer à
unidade até o fim da semana que vem.
Segundo o médico Danilo Souza, diretor regional do sindicato, o número
de atendimentos ultrapassa as 500 pessoas por dia, nas 24 horas de
funcionamento e não haveria entendimento disto por parte de pacientes e
acompanhantes. “É um clima de estresse, de tensão. A UPA atende a mais
pacientes do que poderia e os profissionais estão recebendo ameaças e
agressões verbais”, contou. Também de acordo com ele, o Simepe se reuniu
duas vezes com a direção da unidade para discutir o problema de
segurança e foi dado o prazo de até 25 de dezembro para resolvê-lo.
Em nota, a direção da UPA afirmou que “cabe ao Governo do Estado a manutenção da segurança patrimonial. A direção desta unidade de saúde já enviou vários ofícios para a Secretaria de Defesa Social solicitando o reforço na segurança. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, o serviço de segurança na UPA de Caruaru será normalizado até fevereiro deste ano.”
Os números de protocolos dos ofícios não foram informados pela direção da UPA e, segundo a assessoria da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE), não há como confirmar o recebimento nesta sexta-feira sem aquelas identificações.
Interdição ética
A situação era semelhante em unidades municipais de Caruaru e foi solucionada após reuniões, ainda segundo o diretor regional do Simepe, Danilo Souza. Inclusive, ele disse que “há UPAs no Recife com segurança”. “Segurança é um dos principais requisitos para o trabalho. Tanto é necessária para pacientes quanto para profissionais”, lembrou. O pedido do requisito também foi enviado pelo Simepe ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), para conhecimento.
A UPA estadual poderá sofrer interdição ética, caso se constate a falta de segurança para o exercício da profissão. Neste sistema, “os médicos passarão a atender às urgências e emergências, e encaminhado demais casos às outras unidades”, explicou o delegado regional do Cremepe.
Do G1 Caruaru.

Delegado Regional do Cremepe informou que até o fim da semana que vem será feita a fiscalização.
(Foto: Reprodução/ TV Asa Branca).
(Foto: Reprodução/ TV Asa Branca).
Em nota, a direção da UPA afirmou que “cabe ao Governo do Estado a manutenção da segurança patrimonial. A direção desta unidade de saúde já enviou vários ofícios para a Secretaria de Defesa Social solicitando o reforço na segurança. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, o serviço de segurança na UPA de Caruaru será normalizado até fevereiro deste ano.”
Os números de protocolos dos ofícios não foram informados pela direção da UPA e, segundo a assessoria da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE), não há como confirmar o recebimento nesta sexta-feira sem aquelas identificações.
Interdição ética
A situação era semelhante em unidades municipais de Caruaru e foi solucionada após reuniões, ainda segundo o diretor regional do Simepe, Danilo Souza. Inclusive, ele disse que “há UPAs no Recife com segurança”. “Segurança é um dos principais requisitos para o trabalho. Tanto é necessária para pacientes quanto para profissionais”, lembrou. O pedido do requisito também foi enviado pelo Simepe ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), para conhecimento.
A UPA estadual poderá sofrer interdição ética, caso se constate a falta de segurança para o exercício da profissão. Neste sistema, “os médicos passarão a atender às urgências e emergências, e encaminhado demais casos às outras unidades”, explicou o delegado regional do Cremepe.
Do G1 Caruaru.
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