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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Polícia desvenda caso do jovem assassinado na praça da Prefeitura


Polícia desvendou o crime de morte que aconteceu no dia 31 de março passado na praça Teotônio Vilela, proximidades da  Prefeitura Municipal de Caruaru, em que foi vítima o jovem Alan Diego Marinho Soares, 20 anos e que morava no bairro do Salgado aqui na Capital do Agreste.

Como detalhe ele vinha chegando do almoço numa moto Pop branca e quando foi estacionando o seu veículo alí no pátio da Prefeitura, já que trabalhava na Art Foto, foi surpreendido pelo menor infrator  que o esperava há cerca de 30 minutos. O menor desferiu no momento quatro tiros de revólver que atingiram a vítima no abdomen e tórax do jovem que ainda chegou a ser socorrido, mas já no HRA não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.  O crime aconteceu por volta das 13,00 h., aproximadamente.  O menor infrator após consumar o delito evadiu-se do local usando uma bicicleta.

As investigações apontaram para um crime com conotação passional, evidenciado por um triângulo amoroso.  O infrator do delito foi um jovem de 17 anos que se apresentou a delegada Maria Alice que fez a sua ouvida e em seguida o encaminhou à Justiça e posteriormente foi apreendido e recolhido na Funase.

A delegada Maria Alice explicou que de acordo com o relato do menor infrator o crime teve uma conotação passional. O menor infrator nutria um ciúme excessivo de uma ex-namorada, também menor de 17 anos e que já tinha namorado com Alan Diego, cujo relacionamento havia acabado desde janeiro passado. A delegada disse que o menor infrator frisou que também se sentia ameaçado pelo jovem Alan Diego.

A delegada Maria Alice disse ainda que "de acordo com o relato do menor infrator, a ex-namorada foi quem disse a ele que tivesse cuidado com Alan Diego. Entretanto a jovem, ex-namorada de ambos,  foi ouvida e disse que não tinha mais nenhum relacionamento amoroso com nenhum dos dois. Atualmente ela já está namorando com uma terceira pessoa". Mas a delegada disse também  "que a adolescente gostava de provocar ciúmes em ambos. E nisso o menor infrator criou um ódio muito grande a tal ponto de não querer ouvir nem falar no nome de Alan Diego. Ele ficava estressado, nervoso". E a  Dra. Maria Alice enfatizou que ainda o menor infrator  era muito apaixonado pela moça.

Segundo a delegada ponderou, “até esse sentimendo de ameaça que o menor infrator dizia sentir não se justifica porque a vítima era uma pessoa, que muito claramente,  não oferecia nenhum risco, nem a ele e nem à sociedade. Era um rapaz de boa família, não usava drogas. Um rapaz trabalhador que nunca se envolveu com nenhum tipo de problema, nenhum tipo de crime e enfim, ele deve ter usado isso como uma justificativa, pra ter feito o que fez. Mas o que a gente percebeu, não somente pelo que ele falou, mas o que a ex-namorada e alguns amigos disseram é que ele era doente de ciúmes da garota”, asseverou a delegada.

Em novembro do ano passado os dois se desentenderam defronte a um shopping aqui em Caruaru, tendo inclusive, na oportunidade, o menor infrator puxado um revólver e tentado atirar em Alan Diego, só que isso não ocorreu devido a intervenção de alguns amigos.

A delegada afirmou que o menor infrator contou o momento do crime com riqueza de detalhes. “Ele disse que comprou um revólver calibre 38 na feira do troca pra cometer esse assassinato. Ele afirmou que 15 dias antes do crime esteve no local observando tudo. No dia 31 chegou meia hora antes e ficou aguardando o retorno do Alan. Quando a vítima chegou que estacionou a moto no pátio, nem deu tempo de retirar o capacete da cabeça e ele já foi atirando no rapaz. Deu pra notar que ele tinha uma certa ansiedade e demonstrava muita frieza. Falou sobre o crime com muita naturalidade. Não tinha passagem pela polícia e também é um rapaz de boa família”, confirmou a delegada Maria Alice.

A delegada asseverou que “sobre a arma do crime ele disse que saiu de bicicleta após a consumação do delito e no caminho enrolou a arma na camisa e jogou-a na linha do trem, ali nas proximidades do Colégio Alternativo. Quanto a bicicleta ele disse que era de sua propriedade e que deixou-a em casa. No mesmo dia do crime não retornou pra casa, mas depois ligou pra mãe e relatou tudo sobre o que havia feito”. A delegada disse também que “apresentou o menor infrator à promotora esta por sua vez o encaminhou à juiza que determinou a sua internação na Funase e isso aconteceu desde a sexta-feira da semana passada e nos próximos dias já vai acontecer audiência e o julgamento dele”. Concluiu a delegada Maria Alice.

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